
BRANCA DE NEVE”
Desesperadamente me procuronesta floresta branca...O vento gélido me espanca...Ah! Nunca preparei esse futuro,pois a juventude não se manca;os sonhos trepam pelo muro...
Hoje estou “branca de neve”;uma cinderela ultrapassada...O tempo foi uma maçã envenenada.Ah! Mas o espelho inda se atrevenessa imagem de conto de fada...A velha literatura... Para que serve?
Para sonhar, talvez... Tolos sonhosde príncipes encantados... E essas ilusõesde bruxas más... Sete anões...Ah! E esses romances tão enfadonhos!Que em frívolas recordações,são às vezes doces... às vezes tristonhos...
Mas o desengano do invernado é descobrir entre a franjauma brancura que se esbanja...Ah! Desconsolo dos condenados:essa juventude que se desarranjae a saudade dos anos dourados...
A se esconder, talvez, na química loura...“ Cor & tom” de quem ainda insistenuma falsa juventude que inexiste..Ah! Mas que quisera ser duradoura;e que por certo inda douranos recônditos d’alma triste.
Alma que de tão branca feneceuno reflexos desse inverno...às vezes radical... às vezes terno...- Ah! Espelho, espelho meu...Tu que mostras até meu interno,diga- me onde está o meu “eu”?
( Imagem google)
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 28/07/2014