
SÓIS DE VERÃO
Para ser feliz não se precisa tanto.Sóis de verão são tudo e até me espantocom seus encantos, seus luzires...O que é a vida? Esse grande espaçoque é mais que os sóis no terraço...E sonhando sou eu... Esses sentires...
O calor? Não importa, não importa...Basta abrir esta ou aquela porta,que tudo é extenso e leve, muito leve,mas, talvez inútil e passageirofeito o quente mês de janeiro.E até o ar a passar por mim é breve.
A luzir, só o sol. Esse não tem fim;e talvez a ilusão de algum sonho em mim.Uma ilusão de sonho, estendido numa rede.E a vida jaz: inércia total numa esteira;o às vezes escorrendo pela peneira...Eu? Um barco no espaço da alma, vede...
E os sóis de verão vão me queimando e as eternas ausências. Até quando?O futuro, a ansiada calma desconhece...Mas existe o tédio do presente, do agora...Existe até a poesia pobre que se aflorapelas tardes quentes e às vezes enternece...
( Imagem : google)
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 05/01/2015
Alterado em 05/01/2015