
Quando a tarde diz adeus...
Detrás do outeiro esconde-se o sol.Ah! É tão lindo esse arrebol!...E é tão lindo — ao longe— o canto da acauãquando a tarde enfim recuae já se pode pressentir o brilho da lua,e d’alguma viola, um acorde com afã.
Aos poucos a noite trás sua sombrae o sereno vem molhar a alfombra...É a hora — inda que morta— do Ângelus e que os joelhos dobram por terra.Em orações alguma alma se desterra,viva ou morta ao peso de sua cruz...
A brisa então brinca com a folhagemque parece soluçar com essa aragem...Ou com os acordes teus,ó trovador — que na varanda vela— e com tua viola ao peito, sonha com “ela”...É assim quando a tarde diz adeus...
( IMAGEM: GOOGLE)
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 07/08/2015