Meu Eu...“Sou uma Sombra! Venho de outras eras,”já dizia Augusto dos Anjos— quimeras?... Ei-las todas em mim — pólipos— nas reentrânciasdo corpo e da alma através do tempo.Só agora sei, porque só agora contemploo meu “eu poético”, minhas substâncias...
“A Simbiose das coisas me equilibra”,também disse o poeta, e meu ser vibraao saber que preciso desse universo e que é do “caos telúrico” que procedo,— mas eis que isso não é segredo—porém, é de mim que nasce esse verso...
E “eu sinto a dor de todas essas vidas”...Oh! Poeta... — adivinhastes — quão suicidassão tuas palavras que eu até me perco,mas “continua o martírio das criaturas:”nas vielas de minhas poesias mais escuras...E meu “eu” — alma anônima — fecha o cerco...
( Por Sônia de Fátima Machado Silva com grifos do imortal augusto dos Anjos)
(Imagem: eu )

Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 20/05/2018
Alterado em 20/05/2018