Pedaços de Mim
Precisava juntar meus pedaços, escolhi as palavras...
CapaCapa Meu DiárioMeu Diário TextosTextos ÁudiosÁudios E-booksE-books FotosFotos PerfilPerfil Livros à VendaLivros à Venda PrêmiosPrêmios Livro de VisitasLivro de Visitas ContatoContato LinksLinks
Textos

HOMENAGEM AO COLEGA, NOSSO CÃO DA FAZENDA


 
Colega, nosso cão da fazenda era lindo e sistemático.  Gostava de ficar quieto no seu canto no velho sofá. Ele dormia lá vigiando a casa à noite ou quando se sentia cansado de dia.  Quando minhas irmãs queimaram o velho sofá( pois não tinha mais condiçoes de tão velho), colega ficou extremamente tenso coitado.


Colega era extremamente companheiro em todos os momentos e sempre seguia a pessoas da família com seu jeito mais reservado.

Alegrava-se imensamente com nossa chegada na fazenda e só se acalmava quando a gente alisava ele.


Foi companheiro de meu irmão quando ficou cuidando da fazenda sozinho por mais de um ano em razão do tratamento de mamãe em Barretos. Meu irmão ficava tranquilo á noite sabendo que colega estava ali dormindo em seu velho sofá no alpendre.
Foi companheiro na lida da roça em todos os momentos, quando meu irmão ia longe olhar o gado...
Colega era quieto, mas também gostava de badalar e foi companheiro da família nas pescadas, nos passeios pelos campos, nas trilhas longínquas... Chegou a seguir meus sobrinhos por mais de dez quilometros numa trilha que fizeram de bicicleta. Cansou tadinho e ficou pelo caminho e os meninos foram bsucar ele de carro.


Foi meu companheiro nas minhas visitas solitárias ao velho rio,  ao velho córrego, nas caminhadas pelo espigão...
Foi companheiro... E eu sempre o filmava e fotografava.


Ontem, 25 de novembro de 2019 ele partiu de forma trágica e covarde.
Não queria relembrar, mas é preciso, para mostrar o quanto a maldade humana é capaz.
Papai e meu irmão foram olhar o gado em um terreno alugado. Colega e Valente nosso outro cão os acompanharam como sempre. Na volta um cachorro de um homem que dirigia um trator veio pra cima do nosso cão menor, o Valente. Colega para defender Valente veio correndo e partiu pra cima do cachorro, pois o Valente apesar de ser mais eufórico é mais medroso. Já o colega com um pouco de gene de pitbul no sangue é mais corajoso, quiento em seu canto, mas se entra numa briga não sai.  Tentaram em vão apartar a briga dos dois cachorros e o homem dono do outro cachorro com medo de perder seu cachorro pegou uma corrente e atirou como chicote bem na nuca de nosso cão Colega matando-o covardemente na frente de seus donos papai e meu irmão. Depois simplesmente foi embora sem ao menos se justificar, talvez, a suposta defesa. Sem desculpas, sem nada... Seu cachorro não podia morrer, mas o nosso podia?  Onde está o humanismo meu Deus ?
Meu pai e meu irmão ficaram ali calados sem palavras, pois diante de tamanha crueldade e desaforo se resolvessem falar alguma coisa certamente quem levaria correntadas eram eles, pois existem dessas pessoas maldosas que matam por nada. Mas a sabedoria de Deus calou meu pai e meu irmão, senão a tragédia seria maior. Não sei se eu teria essa sabedoria. Enfim...
Meu irmão depois tentou reanimar colega, mas em vão. Ele tinha partido. E meu irmão ficou imensamente triste e arrasado.
Eu estou indignada e triste. Era caso de polícia. Enfim... Lá na roça longe de tudo... Como obter provas pois se nem conhecem o homem.

O que sei é que Colega partiu e deixou um vazio enorme em toda a família.
Diante da tragédia, ficou também a indignação diante da maldade humana.
Enfim... Nada trará nosso colega de volta...

A você querido Colega, meu poema...


 

 
ADEUS COLEGA

Adeus querido Colega, adeus,

Deixas saudades aos teus
Com seu jeito sistemático
Mas ás vezes brincalhão
Era companheiro, um amigão
Mas partiu de um jeito trágico
 
Fica a dor e uma revolta
Mas agora não tem mais volta
A lembrança tua, apenas
Nos seguirá pelos dias
Ah! Pelos campos nos seguias
Pelos rios, estradas, cantilenas...
 
 Ah! Colega tanta falta fará...
Quem te levou acaso pagará
O preço de tanta maldade?
Talvez fosse melhor não pensar
Nos incapazes de amar
Oh! Deus tenha piedade...
 
Quanto ao nosso amado cão
Como abrandar nosso coração
Dessa revolta que nos cega?
Dessa tua tão grande falta?
Dessa saudade tão incauta?
Ah! Vá em paz nosso Colega...
 
 
 
 
 
Imagem do colega admirando o por do sol. Pode uma coisa dessas? A foto mais perfeita do colega
 

 
 


 
  Imagens do acervo da família.
 




 
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 26/11/2019
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


Comentários