
Olhar de poeta
Manhã... Ao longe a serra
Se esconde na neblina
Olhar de poeta essa sina
Algum verso desterra
E quando dobro a esquina
A rima é o arrebol
E já imagino o sol
Quarando a rotina
Um pombo atravessa a rua
Sem qualquer disciplina
Meu riso é de menina
E a poesia é tão crua!
Abro-me feito cortina
Quando o vento passa
O verso, essa graça
Envolve e me alucina...
IMAGEM: criada pela autora no Google IA
PS: Este poema nasceu de estalo, fruto das belas imagens que presenciei logo cedo a caminho da missa. A névoa na serra, o nascer do sol e a simplicidade de um pombo na rua me tocaram de uma forma tão profunda e me deram aquele nó na garganta que só a beleza viva sabe dar. Guardei a cena na alma e ela virou verso. Falando sério mesmo? Acordar cedo e ver o mundo despertar é pura poesia. Nem meus simples versos sabem descrever e nem chega perto do sentir.
